29/05/2008

BOLETIM DO JACARÉ

Ano IV - nº 121 – De 22 a 29 maio de 2008

Editor Chefe: Darci Callegari - Jacaré

Diretor de Comunicação do SINDNAPI

Prezados(as) Companheiros(as)

Nova CPMF

Creio que todos que lêem este nosso Boletim assistiram ao noticiário veiculado pelas emissoras de televisão no qual alguns deputados em plena sessão da Câmara quase chegaram às vias de fato quando estavam discutindo a recriação da CPMF com outro nome que, segundo a base governista, teria como objetivo primordial angariar verbas para serem destinadas à Saúde. A cena na TV mostra o presidente daquela Casa, Arlindo Chinaglia, procurando serenar os ânimos, chegando a afirmar que aquele local não era apropriado para cenas daquela natureza e se quisessem continuar com o pugilato, que o fizessem fora daquele recinto. Ao presenciar tais cenas, imediatamente me veio à mente um pensamento: quando será que teremos a oportunidade de ver nossos deputados se engalfinhando no Plenário procurando um meio de arranjarem alguma fonte de custeio para que os aposentados voltem a receber o mesmo número de salários-mínimos que recebiam à época da concessão do seu benefício? Estava tão absorto neste pensamento, quando minha esposa chegou e me disse: “Jacaré, você não está atrasado para ir fazer o seu boletim?”, imediatamente voltei à realidade e pude constatar que tudo não passou de um sonho. Alguém, na Câmara, brigar pelos aposentados? Com respeito à criação desse novo imposto, vale lembrar que quando foi criada a CPMF, a história era a mesma: arranjar subsídios para socorrer a Saúde e fizeram uso do Ministro da Saúde na época, doutor Adib Jatene, uma pessoa honestíssima e muito respeitada pelos brasileiros, para que defendesse a sua criação. Depois, como quase tudo nesta Terra, o dinheiro arrecadado foi desviado para outras finalidades, ficando a Saúde com uma ínfima par-cela, não o bastante para solucionar o problema. Ao se cogitar acabar com o imposto, foi usado o argumento que uma quantia maior seria destinada àquela Pasta para justificar a sua manutenção. Fica no ar apenas uma indagação: se for criado o novo imposto, teremos a repetição de todos estes despropósitos?

Aumento de R$ 35,00

Conforme tivemos oportunidade de noticiar em nosso Boletim número 111, diversos diretores do SINDNAPI estiveram em Brasília acompanhados pelo seu presidente João Inocentini e do deputado federal Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força, para fazerem a entrega aos presidentes da Câmara e do Senado de uma proposta para reajuste das atualizações salariais de quem recebe um pouco acima do mínimo. Na quarta-feira da semana passada, dia 21, essa proposta foi apresentada ao Ministro da Previdência, Luiz Marinho, numa reunião realizada em São Paulo. O Ministro prometeu levar a proposição ao Presidente Lula. “Eu vejo com bons olhos a proposta. Com a economia do País crescendo, não é incorreto que os aposentados também queiram se beneficiar, mas é preciso fazer as projeções do impacto econômico que a mudança acarretaria”, afirma o ministro. Já o nosso presidente, João Inocentini, declarou: “A idéia é que o segurado que se aposenta com benefício acima do mínimo, não passe, ao longo dos anos, a ganhar o piso previdenciário”. Convém ressaltar que esse aumento beneficiaria cerca de 3,5 milhões de aposentados que recebem um pouco acima do mínimo, que são os mais prejudicados em todos os reajustes. Aquele reajuste que foi defendido no seminário realizado em nossa sede e que contou com a presença de todas as centrais e que se uniram para lutar pelo mesmo objetivo, continua sendo reivindicado, o que abrangeria todos os aposentados que recebem acima do mínimo.

Picada de animal venenoso

Como sabemos que existem muitos idosos que vivem em locais onde podem existir animais venenosos como escorpiões, cobras, abelhas, taturanas, aranhas, etc., achamos oportuno transmitir alguns procedimentos que devem ser adotados se vierem a ser vítima de quaisquer desses animais. Primeiramente, vamos falar um pouco sobre as cobras. Elas se abrigam, geralmente, embaixo de árvores, folhas, áreas abertas e secas, em áreas de mata. Cuidados que se devem tomar: usar botas de cano alto, luvas e perneiras ao caminhar em trilhas ou roçar terrenos; redobrar o cuidado no início da manhã ou no final da tarde, quando as cobras saem de seus esconderijos para buscar alimentos; tomar cuidado ao entrar em locais escuros, pôr a mão em buracos ou manipular lixo e entulho; roedores fazem parte de sua alimentação, por isso é importante acondicionar o lixo em recipientes fechados para evitar atrair esses mamíferos; cercania de casas, celeiros, currais e canais devem estar sempre limpos e capinados. Os escorpiões encontram esconderijos em terrenos baldios, velhas construções, sob o entulho, pilhas de madeira, tijolos, caixas de luz, etc. É importante evitar o acúmulo de material de construção e entulho e utilizar luvas ao manusear este tipo de material; em casa, também é importante sacudir roupas e bater sapatos antes de utilizá-los; ao anoitecer, a dica é vedar soleiras de portas e janelas. As aranhas armadeiras vivem em bananeiras, sob troncos caídos, bem como dentro das casas; elas não fazem teias. Já as aranhas marrons se alojam em fendas de barrancos, pilhas de telhas, cavernas, sob cascas de árvores, bem como dentro das casas. A prevenção é a mesma dos escorpiões. Já as taturanas vivem em grupos e podem ser vistas durante o dia nos troncos das árvores; têm preferência por árvores frutíferas; como têm uma coloração muito variada, atrai o toque de crianças; é preciso ter cuidado ao colher frutas ou manusear folhas e gravetos e é recomendável usar luvas; também é preciso ter atenção especial com as crianças. Quando alguém é picado, há duas recomendações que valem para todos os casos: lavar o local - é importante lavar o local atingido com água e sabão para evitar contaminação com bactérias; também é recomendável retirar o ferrão no caso de ataques de abelhas, para evitar que mais veneno entre no organismo da vítima. Após fazer a limpeza, a vítima ir ou ser levada ao hospital mais próximo. Mesmo que o local não esteja preparado para tratar o envenenamento, poderá tomar as primeiras medidas para auxiliar a vítima e encaminhá-la ao local mais adequado. As soluções caseiras para picada de animais peçonhentos não auxiliam e podem até mesmo piorar o quadro da vítima levando, por exemplo, a amputações. Veja o que não se deve fazer: usar torniquetes (garrotes) para “isolar” a área atingida; cortar essa área; pôr folhas, café, couro de cobra, gasolina, pasta de dente ou outros elementos sobre a ferida, pois podem causar infecções; urinar sobre a ferida; chupar a ferida para retirar o veneno; aplicar pomadas, pois não têm o efeito de evitar a penetração do veneno.

TUPÃ

Inúmeros convênios

A recém-inaugurada subsede de Tupã (28/03/2008), no Estado de São Paulo, que é representada por Leandro Alexandre Bessas, atende 19 cidades da região com cerca de 70 mil aposentados, 14 mil apenas em Tupã, já conta com 75 convênios firmados, que proporcionam aos seus associados descontos em supermercados, farmácias, farmácias de manipulação, postos de combustíveis, lojas de materiais de construção, financiadoras, despachantes, vídeo-locadoras e até em cinema. Também são conquistas da subsede a divulgação na Rádio Clube AM de Tupã no programa do Padre Marcelo Rossi e no período das 14h00 às 17h00, quatro chamadas com o locutor Paulo Vitor. Além dessas divulgações, ainda possuem uma publicação no jornal “Impacto” da estância turística de Tupã, todos os domingos. Este jornal é gratuito, tanto para o Sindicato, como para a população em geral.

Um abraço a todos,

Jacaré

Até a próxima


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