23/07/2008

REGIMES PRÓPRIOS: Técnicos do MPS obtêm certificação do mercado financeiro

Entidades estaduais e municipais preparam seus profissionais para os exames

Da Redação (Brasília) – Dois técnicos do Ministério da Previdência Social já foram certificados com o CPA-10 da Associação Nacional dos Bancos de Investimento (Anbid). São eles o coordenador de Investimentos, Keviler Nobre Barroso Pinheiro, e o técnico Wanderley Bergamim de Oliveira, ambos do do Departamento de Regimes Próprios da Secretaria de Políticas de Previdência Social.

As entidades previdenciárias dos estados e municípios também já iniciaram o processo de certificação profissional de seus dirigentes e técnicos.

O RioPrevidência, regime previdenciário dos servidores do estado do Rio de Janeiro, já conta com 30 profissionais certificados em diversos níveis. “Criamos um programa de certificação continuada. Quem fez o CPA-10 tem seis meses para fazer o 20”, informou hoje (23), em Brasília, o presidente do RioPrevidência, Wilson Risolia, no encerramento da reunião do Conselho Nacional dos Dirigentes de Regimes Próprios de Previdência Social (Conaprev).

Embora a certificação seja exigida apenas para os responsáveis pelos investimentos dos regimes próprios de previdência social dos servidores públicos estaduais e municipais, até o final do ano o secretário de Políticas de Previdência Social, Helmut Schwarzer, o diretor do Departamento de Regimes Próprios, Delúbio Gomes, e o coordenador geral de auditoria do Ministério, Otoni Gonçalves Guimarães, também se submeterão aos exames para obter o certificado.

“A certificação é uma política que veio para ficar”, avisou o secretário Helmut Schwarzer durante a 25ª reunião do Conselho Nacional dos Dirigentes de Regimes Próprios de Previdência Social (Conaprev), que se encerrou hoje (23). A qualificação profissional será um dos requisitos para a emissão do Certificado de Regularidade Previdenciária (CRP), apenas para quem tem investimentos. É por isso que as entidades que não dispõem de recursos para investimento, como é o caso do estado de São Paulo, ainda não começaram o treinamento de seus profissionais.

Meta - A meta do RioPrevidência, segundo Risolia, é ter em dois anos todos os funcionários do regime próprio com certificação do mercado financeiro. Nesta primeira fase, todos os profissionais da área de investimento foram certificados. O plano incluiu também quatro profissionais da diretoria jurídica, quatro da área de seguridade e três da área de administração e finanças. A qualificação exigida variou de acordo com o cargo: o diretor de investimento teve que obter certificação internacional, o Certified Financial Planner (CFP), os gerentes foram certificados com o CPA-20 da Anbid (Associação Nacional dos Bancos de Investimentos) e os técnicos com o CPA-10.

Risolia quer pelo menos cinco profissionais com o CFP, de forma a aumentar o máximo o grau de profissionalização da administração do RioPrevidência. “O pressuposto para gerir bem é ter gente qualificada”, comentou ele, enfatizando que a instituição previdenciária administra investimentos de R$ 54 bilhões. A preparação para os exames de certificação foi feito em três fases: treinamento interno, palestras e imersão de duas semanas, com aplicação de uma prova simulada. “Obtivemos um índice de aprovação de quase 90%”, contou.

Outros regimes estão preparando seus profissionais para a certificação. É o caso do Instituto de Previdência dos Servidores do Município de Curitiba (IPMC), que optou por certificar funcionários de carreira para garantir a continuidade da política de investimentos, já que os ocupantes de cargos de diretoria podem ser substituídos. “Investimento é um assunto extremamente delicado e não pode ter quebra de continuidade”, explicou Lourenço Fregonese, presidente do IPMC, que quer pelo menos quatro profissionais com CPA-20. O plano, informou ele, prevê a certificação também dos integrantes do conselho de administração da entidade.

O Amapá Previdência (Amprev), dos servidores do estado do Amapá, também quer investir preferencialmente na qualificação dos servidores de carreira, segundo seu diretor financeiro, José Bernardino. A certificação, comentou, dará maior poder de negociação com os gerentes dos bancos. “Vamos ter mais segurança para fazer aplicação”, disse. Sem os conhecimentos específicos, lembrou, o responsável pelos investimentos fica sujeito às informações do banco.

O instituto de previdência dos servidores do Governo do Distrito Federal tem um profissional com CPA-10 e já está investindo para na capacitação de seus profissionais para obter o CPA-20, informou Pedro Santiago, chefe da divisão de benefícios da entidade. A partir de janeiro, o Ministério da Previdência Social vai exigir a certificação dos responsáveis pelos investimentos dos regimes próprios do Distrito Federal e dos estados que tenham recursos para aplicação.

Fonte: Agência de Notícias da Previdência Social


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